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Actividades Económicas do Passado e do Presente

Até meados do séc. III d.c., por cá exerceram forte actividade mineira os Romanos, na exploração de metais preciosos (ouro), sendo inúmeros os vestígios das suas escavações.
No século XII Canelas era sitada em documentos como "Vila agrária de Canellas" , desde essa época e até à duas décadas atrás, terá sido essa actividade agrícola a mais importante da freguesia, sendo no entanto uma agricultura de subsistência, condicionada pela pequena dimensão das suas terras.
O centeio e o milho eram a base da alimentação dos quais se fazia o pão que muitas vezes sozinho matava a fome a qualquer um.

A Agricultura...
O linho era cultivado em grande escala por quase todas as principais casas, sabe-se que para além de satisfazer as próprias necessidades também era vendido para outras terras, sendo fonte de divisas.
O azeite e o vinho também se cultivavam para as necessidades, o vinho que excedia o consumo local era vendido para outros locais. A castanha em épocas passadas também era muito importante para a alimentação, e como tal os soutos proliferavam em zonas privilegiadas.

O gado foi até meados deste século o grande aliado deste povo. Os bois de raça Arouquesa, para além de óptima carne e do leite, eram a única força de tracção utilizada para os mais variados fins.
O gado bovino, ovelhas e cabras existiram também formando grandes rebanhos que percorriam os montes em busca de alimento, as principais casas possuíam o seu rebanho, que para além da carne forneciam a lã, tão preciosa nesses tempos para o fabrico de vestuário.
Também chegaram aos nossos dias relatos de forte actividade de produção de carvão vegetal, que era transportado em carros de bois até ao Castelo, na margem do Rio Douro e daí seguia de barco para o Porto.

O minério...
Mina do PereiroTeve também grande relevo a partir do início deste século a exploração do volfrâmio na zona do " Cabeço do Pereiro " e que teve o seu apogeu na época das duas grandes guerras Mundiais. Entrando depois em decadência na década de cinquenta, provocou falsas fortunas e destroçou muitos lares.

Os mineiros morriam após alguns anos de intenso trabalho no interior das minas, vitimados pela terrível doença da celicose. Quando acaba o volfrâmio iniciam-se as plantações dos eucaliptos, que é sem duvida hoje uma grande fonte de rendimento para todos quantos possuem terrenos florestados.
Contestados por uns, louvados por outros, os eucaliptos são a maior riqueza de todo o Concelho de Arouca.

As Lousas...
Exploração das LousasAs lousas, que foram descobertas no ano de 1820, por Manuel da Costa da Casa do Cancêlo, foram desde então exploradas artesanalmente por várias gerações até aos nossos dias.
Diz-se que nos tempos mais antigos as louseiras eram exploradas por qualquer pessoa, em virtude de se situarem em terrenos maninhos.
Na década de vinte já neste século, nasce uma sociedade formada por irmãos, "Os Valérios" que monopolizaram a exploração das lousas, por possuirem propriedades onde estas se situam.

Pela primeira vez o Irmão Joaquim Valério faz contabilidade escrita sobre as produções, preços e destinos das lousas. Na década de sessenta as louseiras são alugadas à Companhia Exportadora de Lousas de Valongo, que após várias tentativas de exploração subterrânea as deixa por terem adquirido novos terrenos em Valongo. Estas passaram então por um periodo de inactividade que se prolongou até ao fim da década de oitenta. Sendo reactivadas em 1988 com um curso de louseiros e técnicas tradicionais. Em 1989 é criada a empresa "Ardósias Valério & Figueiredo, Lda", qua até à actualidade e em ritmo de progresso se vêm afirmando no mercado Nacional e Internacional, com os seus produtos de Ardódia natural clivada. Os seus produtos podem ser encontrados nos seguintes Países: Alemanha, Inglaterra, Suécia, Holanda, Bélgica, França, Espanha e Japão. Pode-se dizer que as lousas são hoje a maior industria da freguesia empregando só mão de obra local, contribuindo também para a manutenção dos telhados tradicionais,e oferecendo outros novos produtos.

As Árvores
São sem duvida uma riqueza conquistada a partir da década de cinquenta, a cultura intensiva de eucaliptos e a produção de madeiras destinadas às celuloses.
Esta cultura foi-se sobrepondo à tradicional floresta de castanheiros, carvalhos e pinheiros, que ocupavam as zonas mais favoráveis. O eucalipto instalou-se em zonas que antes só produziam matos e hoje as madeiras que saem diariamente desses locais são grande fonte de rendimento para todos quantos possuam um bocado de terra.